Rubel - Bem vindo, Casas em Florianópolis

23/06/2018, 21:00, Teatro Ademir Rosa

Rubel - Bem vindo, Casas em Florianópolis

Teatro Ademir Rosa, Florianópolis Por Rubel

O cantor e compositor Rubel faz o show de lançamento de seu segundo e aguardado disco “Casas” (Dorileo/Natura Musical)


Com cenário de Luisa Pollo e iluminação de Vicente Baka, Rubel (voz e violão) sobe no palco acompanhado por Antônio Guerra (teclado e piano), Gui Held (guitarra), Bubu Silva (trompete), Pablo Arruda (baixo) e Pedro Fonte (bateria).

No repertório, as novas canções “Partilhar”, “Mantra” e “Colégio”, além dos sucessos “O velho e o mar” e “Quando bate uma saudade”.


Serviço
Rubel - Bem vindo, Casas em Florianópolis
Sábado, 23 de junho de 2018
Local: Teatro Ademir Rosa 
Horário: 21:00

Ingressos 
Antecipado R$30 Meia* / R$60 Inteira
Ingressos na hora mediante disponibilidade


*Ingressos Meia-Entrada: Estudantes, Idosos e Jovens de Baixa Renda. Para estudantes, documentos aceitos como válidos para comprovação estão determinados no artigo 4º da Lei Estadual 14.612/14. São válidas somente as seguintes carteiras de identificação estudantil, apresentadas na bilheteria da casa no momento de sua entrada para o show: ANPG, UNE, UBE’s, DCE’s e demais especificadas na LEI FEDERAL Nº 12.933. 


Sobre o artista
“O que fazer após lançar um álbum despretensioso, que foi ganhando força graças ao boca a boca na internet e a um tocante videoclipe assistido mais de 16 milhões de vezes, e movimentou plateias numerosas em várias cidades do país, com direito a um Circo Voador abarrotado no arremate da turnê? Rubel responde a essa indagação com Casas (Dorileo/Natura Musical), sucessor de Pearl, a estreia que motivou todo o carrossel de emoções descrito acima. Aquelas sete canções que variavam entre a MPB e o folk, gravadas num estúdio caseiro no Texas (com destaque para “Quando Bate Aquela Saudade”, a do clipe), deram uma inesperada projeção ao cantor e compositor carioca de 26 anos. Ele agora entrega o novo capítulo, que vem com um belo twist no roteiro – e, atenção para o spoiler, os personagens Emicida e Rincon Sapiência são parte importante na história.


Contemplado pelo edital Natura Musical na categoria voto popular, Casas não é fruto de acasos e acidentes como Pearl. A começar pelo fato do novo trabalho ter sido minunciosamente pensado para ser o que ele é. E ninguém poderá falar em repetição de fórmula. Seu violão de nylon segue guiando as criações – agora com as cordas tencionando mais para a música brasileira. Mas há uma novidade sonora que não passará despercebida por ninguém: a incorporação de programações eletrônicas em boa parte do disco.


Cada vez mais interessado no hip hop de Chance The Rapper, Kendrick Lamar, Kanye West e, especialmente, Frank Ocean, Rubel procurou adicionar os ensinamentos dessa turma à sua música, ainda fortemente influenciada por Jorge Ben e Gilberto Gil, só para citar alguns mestres daqui. Auxiliado pela banda que levou Pearl para a estrada, ele passou quase um ano aprendendo a manipular uma MPC e realizando experimentos que iam de sintetizar batidas a recortar samples. “Pinguim” e a autobiográfica “Colégio” (escolhida para ganhar o primeiro clipe de Casas) atestam que valeu dedicar tanto tempo a essa busca.


A junção de MPB com elementos do rap é algo inédito em nosso cenário. Ao menos da maneira proposta por Rubel. As participações dos já citados MCs paulistanos Emicida (em “Mantra”) e Rincon Sapiência (em “Chiste”) não soam como meros featurings, mas sim como colaborações orgânicas. Com Rincon, dono do álbum mais badalado pela crítica em 2017, Rubel sentou à mesa, discutiu e criou “Chiste”, que estabelece um diálogo entre a dor e o riso. Já com Emicida o caminho escolhido foi o dos tambores de umbanda – e o rapper da Vila Nova Cachoeirinha anda craque em deitar rimas por cima de batuques. São Jorge, o homenageado de “Mantra”, certamente abençoou a parceria


A influência do hip hop foi além da alquimia musical. Produtora e usina criativa de Emicida, a Laboratório Fantasma serviu como norte para Rubel fundar sua Dorileo. O cantor percebeu que seria mais coerente com sua trajetória independente até então montar o próprio selo. Um disco burilado de forma tão particular, costurado com esmero artesanal, não podia chegar ao mercado com qualquer amarra.


Com 14 faixas, Casas é entrecortado por introduções e vinhetas que reforçam a narrativa. Essa é outra diferença em relação ao breve Pearl – o que não quer dizer que o fã do primeiro álbum ficará frustrado com o recém-nascido. “Explodir”, por exemplo, traz Rubel ao violão, escudado apenas pelo violino do maestro Felipe Prazeres e pelo violoncelo de David Chew, em momento singelo que remete imediatamente ao disco de estreia. E quem prestigiou algum show da turnê de Pearl com certeza ouviu “Partilhar”, agora apresentada numa roupagem mais elegante do que aquela registrada no Sofar Sounds (é o vídeo mais assistido do projeto no Brasil, diga-se, já superando a marca de um milhão de visualizações).


Mas Casas é mesmo mais plural do que Pearl, não há como negar. “Casquinha” passeia pelo samba sem medo de sofrer ataques de talebambas. “Sapato” evoluiu de uma salsa torta para algo ainda mais difícil de se classificar. “Cachorro” carrega o hibridismo da melhor MPB produzida nos anos 70. E o desfecho é com “Santana”, único momento não autoral da jornada. A composição de Gustavo Rocha diz exatamente o que Rubel queria expressar quando a ouviu pela primeira vez.


Repetir algo já vivido nunca é uma boa ideia. A mágica não se repete. “O que se viu ficou para trás”, aponta o verso final de “Santana”. Casas é ambicioso fundamentalmente por colocar Rubel num novo lugar – e pode inspirar outras pessoas a singrar por mares nunca dantes navegados. É isso o que devemos esperar de um artista que não está aqui só de passagem.”


José Flávio Júnior
Março de 2018

Sobre Rubel

Rubel Brisolla (lê-se Rúbel) é um cantor brasileiro de 27 anos, carioca, que pegou o melhor da MPB, o melhor do folk americano e o melhor do indie, fez uma mistura mágica juntando letras intensas e uma voz gostosa de se ouvir, dando criação ao seu primeiro álbum, Pearl, gravado durante intercâmbio na cidade americana de Austin, no Texas, onde cursou cinema por um ano.

Sobre o Teatro Ademir Rosa

Inaugurado em 14 de novembro de 1982 e batizado em 1997 como Teatro Ademir Rosa, é considerado um dos melhores teatros de Santa Catarina, com capacidade para mais de 900 pessoas.

Login

Para completar essa ação, você precisa ter uma conta no Mais Shows!

Redefinir senha

Insira o endereço de e-mail associado à sua conta que lhe enviaremos um link de redefinição de senha.

Você precisa preencher todos os campos corretamente.

Não existe uma conta com esse e-mail. Clique aqui para criar?

Em instantes, um e-mail será enviado para você. Siga as instruções nele.